DARK SIDE OF THE LENS from Astray Films on Vimeo.
08 agosto 2011
27 maio 2011
Verbos
25 março 2011
Tass!
Está tudo louco neste país. Mas o fim da macacada não é o FMI, é esta nossa obsessão pelo "eles" e o "nós".
Agora escolham, ou um 25 de Abril (para pouparmos uns trocos nas viagens a Cuba para fazer operações às cataratas), ou um Salazar (para pouparmos uns trocos com o aumento dos preços dos cereais)...
20 fevereiro 2011
Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
"Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal."
10 dezembro 2010
The people who pay the highest taxes get...
30 novembro 2010
Sabedoria Popular
Desde pequena que digo, e oiço dizer, que “o contrário do amor não é o ódio mas sim o desprezo”. Sabedoria popular. Nunca pensei muito nisso mas repetia-o com convicção sempre que o assunto em causa mo permitia. “O contrário do amor não é o ódio mas sim o desprezo”! Encontrei finalmente um argumentário à altura.
Há uns dias, percebi que precisava de ler e fui à Fnac. Leve quatro, pague três… irresistível! Um dos livros chama-se Blink! e é escrito por Malcolm Gladwell, considerado por alguns o “pensador mais influente do Mundo”. Interessante, chamou-me a atenção. Estou convencida, pelas primeiras cinquenta páginas, que o objectivo é, mais que convencer, mostrar ao leitor, através de argumentos teóricos e exemplos/experiências científicas, que as melhores decisões e avaliações podem ser as efectuadas nos primeiros instantes, ao invés daquelas que pensamos de forma ponderada, demorada e racional. Instinto? Não, tem a ver com um tal de “inconsciente adaptativo” e uma série de ligações entre uma série de neurónios. Perdoem-me a ignorância.
Ora bem, John Gottman é especialista em psicologia e matemática, autor do livro The Mathematics of Divorce. Assim sendo, levou a cabo inúmeras experiências e chegou à conclusão que podemos reconhecer com uma elevada percentagem de precisão os casais que se vão divorciar num futuro de curto/médio prazo através de observações de pequenos vídeos (3 a 15 minutos) em que estes discutem um qualquer assunto. Basta “cortar em fatias finas” (não vou explicar. Leiam!). Procurando sinais específicos, como o típico revirar de olhos, e associando-os a determinados SPAFFs (afectos) – defesa, reserva, choro, neutralidade, raiva, aversão ou desprezo - , facilmente percepcionamos padrões de personalidade e relacionamento que, conjugados, nos possibilitam concluir se essas duas pessoas se vão ou não “suportar” durante muito tempo.
Ora bem, de acordo com o autor, o desprezo é o factor X. O desprezo, intimamente relacionado com a aversão, implicam tal como ela a rejeição total de uma pessoa. “O desprezo é especial. (...) é o sinal individual mais importante de que o casamento está com problemas” - continuado, levará indubitavelmente, mais depressa ou mais devagar, ao final de uma relação.
Agora, faz todo o sentido.
10 novembro 2010
09 novembro 2010
Quando ficamos só num ponto.
Depois perguntam se o início de uma coisa tem de ser o fim de qualquer outra. Procuram-se respostas. Sim, tem tudo a ver com isso. Com tudo, precisamente. Do mais complexo, do mais racional. Do mais simples, do mais emotivo. Da conjugação dos dois.
Termina o dia, começa a noite. Termina a noite, começa o dia. Tudo tem um fim. Volto ao início deste texto. Não cheguei ao fim da questão inicial. Qual é o espaço entre os dois?
(já tinha saudades disto. E de outras coisas também)
16 outubro 2010
Uma palavra:
Bem entendo esta necessidade de Portugal querer apanhar o comboio da frente na Europa, é mau ficar sempre em último. De todas, a que gostei mais foi a de apontarmos ao défice da Alemanha, com 1/3 da força económica industrial, e com menos de metade do crescimento económico nos últimos anos.
Portugal disse que o ia fazer, os mercados riram-se/especularam. Óbvio. Portugal disse que o ia fazer, no curto-prazo, os mercados especularam. Baixar um défice de quase 10% para 4%, em dois anos é tarefa árdua, e exige sacrifícios. Mas só mesmo por isso, por ser de curto-prazo. Para quê estar a sonhar/pensar, com mudanças estruturais na nossa economia (o mesmo é dizer, na organização do estado), quando o objectivo a cumprir é já para o ano? Ninguém. Receita em cima!
Entre as muitas coisas que falharam, esta foi uma delas, criar expectativas no mercado. Espanha quando acordou para o problema, ainda dizia que ia ter um défice de 9% em 2010, e 6% em 2011. Nesta altura já Portugal prometia tudo aos mercados. E o que fez Espanha? Mexeu-se, para o objectivo que tinham, e Portugal?
Mas quando comecei a escrever queria mesmo era dizer isto: José Sócrates agora ri para o político que lhe diz "Eu bem o avisei que vinha aí a crise", porque acha muito fácil prever uma coisa, agora, depois de ter acontecido. Ao mesmo tempo queria que o PSD pudesse prever um orçamento que o Governo iria apresentar (parece que ainda não está), e o aprovasse. Existe aqui algum padrão? Sim, esquizofrénico.
Voltando a Espanha. O que é que fizeram por lá com o orçamento? Anteciparam a sua apresentação e discussão. Em Portugal? Atrasa-se logo na entrega para haver menos tempo para discutir.
Mas não era o Governo que dizia que tinham de se acalmar os mercados? Isso seria apresentar um orçamento geral do estado mais cedo, que fosse discutido por todos, e aceite pela maioria. O que se fez: mandaram-se umas postas num dia de jogo do benfica, apostou-se no confronto político com oposição, e assobiaram para o lado. Só assim se explica que até o prazo máximo para a sua entrega tenha sido falhado...
Ridículo.
15 outubro 2010
28 setembro 2010
"O país mudou!"
Admitindo que os senhores tiveram realmente azar na altura que governaram o país, pelas diversas condicionantes externas, uma coisa também tem de ser dita, não estiveram à altura do desafio.
Umas notas soltas, porque o país mudou mesmo.
O PEC foi aprovado com a opinião unânime que era apenas um programa de estabilidade e não continha qualquer plano de crescimento. As agências, os mercados, e os financiadores externos criticaram-nos por isso. Opinião geral (já com duas décadas): é necessário reduzir a despesa do estado e aumentar a competitividade do país.
Uns meses depois, e muitos, muitos milhões depois (que todos vamos pagar mais tarde), a solução é aumentar os impostos. O IVA? Porquê? Porque torna a nossa economia mais competitiva? Como? Não sei. Parece que penalizar o consumo e a competitividade dos nossos produtos, é a solução. Confere.
Mas confere ainda mais quando chegam uns senhores a Portugal, daqueles que fazem previsões todos os meses, e todos os meses avisam que Portugal tem de reduzir a despesa e apresentam estas soluções. Faltou a redução da despesa, um pequeno lapso.
Só mais duas notas:
1 - O Estado já começou a poupar. Uma, das muitas, formas de gastar dinheiro em instituições públicas é contratar empresas de consultoria para irem "validar" (impor), por meio de um qualquer estudo de milhões de euros a estratégia (normalmente de redução de um qualquer custo, leia-se, reestruturação de serviços/despedimento de pessoal), já delineada pelo seu Conselho de Administração. Espero que a OCDE tenha feito isto de graça, porque acho que aquele da educação ainda não foi pago (e caro que foi...).
2 - Se não foi um favor, então foi um pré-anúncio do FMI. "O país mudou!"
Não resisto e vou acrescentar outro.
3 - Outro senhor, desses que mandam bitaites e toda a gente ouve, dizia: Portugal tem de comunicar melhor com os mercados.
Uma pergunta que se costuma usar para atestar a credibilidade de uma pessoa: Compraria um carro em segunda mão a este senhor (um qualquer, mas imagine o primeiro-ministro José Sócrates, que esta semana respondeu num evento tecnológico, a sorrir: este é o Portugal real)? Se o exemplo não chegar, pergunte ao outro primeiro-ministro, o que em Nova Iorque disse que se demitia. Conhece outro?
O país mudou. E bem podíamos usar o tão conhecido: Sorrindo às dificuldades (mas só porque este dia foi uma verdadeira fantochada).
18 setembro 2010
Da semana do amadorismo à semana da mobilidade
A semana que passou podia muito bem ser classificada como a semana do amadorismo. Das emissões de dívida à viagem de Gilberto Madaíl a Madrid podemos tirar portanto estas três conclusões:
1 - somos geridos, do Futebol à Economia, por amadores.
2 - Quem manda na FPF neste momento é Florentino Pérez.
3 - Quem manda (há muito tempo), na economia nacional, são as agências de rating (aqui fica o parêntesis de que aqueles que têm a capacidade para a destruir, e neste ponto com elevada eficácia, continuam a ser os mesmos).
Na semana da mobilidade, que devia assinalar também essa mobilidade europeia, daqui apelo a que esses grandes fazedores/gestores/gastadores aproveitem a ida de Gilberto Madaíl a Madrid para tentar recrutar alguns recursos para a sua área. Não custa nada pedinchar mais um pouco, e eles já sabem como fazê-lo.
15 setembro 2010
Verdades ou perspectivas?
11 setembro 2010
Utopia?
06 setembro 2010
Fiesta
ECLESIASTES
There are moments in a match...
Semáforos. Apanhar o metro. Apanhar o autocarro. A fila do supermercado. A fila da loja do cidadão. Esperar pelo elevador. É o dia-a-dia.
Nem queria escrever sobre isto, até porque cheguei ao fim e achei que esta associação não fazia sentido, e fiquei contente por tudo depender da sorte ou do azar - se isto fosse escrito com caneta e papel riscava este parágrafo até não dar para ver uma palavra (era muito mais bonito escrever sobre outras coisas. E se eu desse este passo para a esquerda em vez de ser para a direita? E se eu desta vez optasse pelo "Não!"? E se...). Olhamos para a nossa economia, para a justiça, para a forma como gostamos de nos enganar uns aos outros (e temos prazer com isso, para no final reclamar com toda a gente), para aqueles que escolhemos para "gerirem" aquilo que é de todos (chega até ser ridículo escrever isto, porque para além de ser um lugar comum identificar estes problemas, até as pessoas responsáveis por o fazerem, o dizem), e percebemos que as soluções dependem mais de um acaso do que de outra coisa qualquer, para a qual não encontro o nome certo. O dia-a-dia. Que seja a nossa sorte...
Para aqueles que dormem descansados, mas passam os dias a barafustar na televisão, nos jornais, em conversas de café: Estejam tranquilos, pelos vistos não depende de vocês.
Para os outros, façam qualquer coisa. Ou, emigrem!
A parte maior foi mesmo o "aparte" deste post, na verdade só queria mesmo era dizer (gritar) isto antes de ir dormir:
F****-**!!!! Bola pra'frente!!!

